Mais uma música de um filme já aqui falado, mas é que a banda sonora é tão boa que não posso deixar de partilhar.
Such is the way of the world
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow
Gonna rise up
Burning back holes in dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold
Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold
Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my ace in the hole
Música: Rise
Artista: Eddie Vedder
terça-feira, 9 de Março de 2010
quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
Espaço: Lazer
Hoje acabei por descobrir este jogo que conforme vai passando o tempo se torna completamente caótico. A ideia é irem aparecendo minijogos e temos de os resolver todos ao mesmo tempo, o verdadeiro multitasking!
Vamos a ver se as mulheres, que segundo dizem são mais aptas ao multitasking, conseguem melhor pontuação que os Homens.
Eu já vou em 45!
http://www.kongregate.com/games/IcyLime/multitask
Vamos a ver se as mulheres, que segundo dizem são mais aptas ao multitasking, conseguem melhor pontuação que os Homens.
Eu já vou em 45!
http://www.kongregate.com/games/IcyLime/multitask
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Espaço: Música
Depois de ler a espectacular (mais uma) crónica do Ricardo Araújo Pereira na Visão desta semana, deixei-me levar pelo tom de crítica, e publico aqui uma música que coloca Zeca Afonso como o profeta desta nova moda que parece mesmo estar por todo o lado:
Acho que ele se enganou no refrão e queria dizer:
Eles vendem tudo, Eles vendem tudo,
Eles vendem tudo e não deixam nada!
Acho que ele se enganou no refrão e queria dizer:
Eles vendem tudo, Eles vendem tudo,
Eles vendem tudo e não deixam nada!
segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
Espaço: Viagens
Em 2009 foi realmente o ano em que me despartou o real interesse da viagem, não a de turista, mas uma viagem de conhecimento e uma viagem como modo de vida. Falta-me no entanto a coragem (e a certeza de querer realmente partir), que como diz Gonçalo Cadilhe o maior problema é adiar-se.
Apesar desta vontade sem coragem, começei a ler uma série de livros e a ver alguns filmes sobre viajantes, e eis que me apercebi que existem diferentes tipos de viajantes (claro que qualquer um já pode ter percebido isto, mas eu só cheguei lá agora!). Aqui ficam os meus 3 tipos de viajantes:
Temos o viajante turista, aquele que viaja para ver o que "há" para ver nas cidades e que toda a gente vai ver. Segue as massas. Mesmo que esteja sozinho a fotografar o coliseu de Roma é como se estivesse envolvido num grupo de turistas, pois nada daquilo é original. É de facto a maneira mais usual de se fazer turismo, se calhar a mais fácil... porém no fim muita gente chega a casa e perguntam-lhe: "Como é a Itália? Vive-se bem lá?" E a única resposta que um turista consegue dar é através de fotografias que tirou a monumentos já mundialmente fotografados. Mas quando lhe voltam a perguntar como é a vida em Itália uma pessoa fica a pensar de como será realmente a vida em Itália. Eu próprio sou um destes turistas, preocupo-me inconscientemente de ir aos sítios ver o que eles têm para mostrar e quando dou por mim, fiquei sem conhecer o povo, a cultura, a maneira de estar na vida de milhões de pessoas diferentes de mim.
O segundo tipo de viajante é o "fugitivo". Não, não é o que foge à justiça, mas sim o que nega o seu mundo, as suas raízes, a sua existência até ao momento em que põe um pé na estrada. Depois.... depois é uma nova pessoa, libertou-se do seu passado, vivendo o presente e podendo escolher o futuro! Christopher McCandless é talvez um dos exemplos máximos deste tipo de viajante. Cheio de ser regido pela sociedade, cheio que lhe definam o futuro, pôs o pé na estrada... chegou até ao Alasca e lá sobreviveu uns meses. Viveu esses meses como os quis, como ele próprio os procurou... Livre de tudo. Livre de preocupações mundanas. Teve um fim um pouco trágico, mas muitos outros que procuraram este tipo de liberdade vaguearam pelo mundo ao longo de anos, conheceram culturas diferentes, deixaram-se adoptar por outras sociedades e criam novas raízes.
Por fim apercebi-me de um terceiro tipo de viajante, aqueles que descobrem o mundo, muitas vezes sem destino fixo, outras vezes sem uma ideia... apenas vão aonde o destino os levar. Estes viajam sobretudo sozinhos e criam amigos com extrema facilidade. Depois usam muitas vezes esses amigos para conhecer novas pessoas, noutras cidades, continuando a sua vida em busca de novas experiências. Na minha opinião estes são os verdadeiros viajantes e que podem dizer que realmente conhecem o mundo. Quem já teve os pés em cada um dos continentes, procurando sempre compreender as diferentes sociedades, é que se pode considerar um ser que viveu no mundo... todos os outros são pessoas que viveram em família. Neste grupo podemos incluir todos os investigadores do século XIX que não se deixaram ficar pelos relatos que vinham das colónias e iam eles próprios procurar, ver com os seus olhos, descobrir novos recantos neste globo gigante. No século XX e XXI também os existem, mas já não há aquele fascínio de conseguir através de amigos um barco que vai para o Pacífico, passeando por alguns dos sítios mais fantásticos, como fez Darwin. O seu relato a bordo do Beagle é algo que nos deixa a imaginar como seria fazer aquela viagem, num barco e parando todas as semanas num local diferente para se absorver a natureza do local...
Actualmente estas viagens deixaram as elites e passaram às massas. Qualquer pessoa consegue facilmente dar uma volta ao mundo, só falta coragem, falta o primeiro passo como diz Gonçalo Cadilhe... depois é seguir sempre para Oeste (ou Este, como preferirem). Com a coragem consegue-se deixar o País e a família, consegue-se ganhar o dinheiro para a próxima viagem, para a próxima etapa... Viver como estes viajantes (Darwin, Chatwin ou Cadilhe, cada um no seu tempo) é uma atitude corajosa que consiste em transformar a nossa vida numa viagem pelo globo... sem parar!
Apesar desta vontade sem coragem, começei a ler uma série de livros e a ver alguns filmes sobre viajantes, e eis que me apercebi que existem diferentes tipos de viajantes (claro que qualquer um já pode ter percebido isto, mas eu só cheguei lá agora!). Aqui ficam os meus 3 tipos de viajantes:
Temos o viajante turista, aquele que viaja para ver o que "há" para ver nas cidades e que toda a gente vai ver. Segue as massas. Mesmo que esteja sozinho a fotografar o coliseu de Roma é como se estivesse envolvido num grupo de turistas, pois nada daquilo é original. É de facto a maneira mais usual de se fazer turismo, se calhar a mais fácil... porém no fim muita gente chega a casa e perguntam-lhe: "Como é a Itália? Vive-se bem lá?" E a única resposta que um turista consegue dar é através de fotografias que tirou a monumentos já mundialmente fotografados. Mas quando lhe voltam a perguntar como é a vida em Itália uma pessoa fica a pensar de como será realmente a vida em Itália. Eu próprio sou um destes turistas, preocupo-me inconscientemente de ir aos sítios ver o que eles têm para mostrar e quando dou por mim, fiquei sem conhecer o povo, a cultura, a maneira de estar na vida de milhões de pessoas diferentes de mim.
O segundo tipo de viajante é o "fugitivo". Não, não é o que foge à justiça, mas sim o que nega o seu mundo, as suas raízes, a sua existência até ao momento em que põe um pé na estrada. Depois.... depois é uma nova pessoa, libertou-se do seu passado, vivendo o presente e podendo escolher o futuro! Christopher McCandless é talvez um dos exemplos máximos deste tipo de viajante. Cheio de ser regido pela sociedade, cheio que lhe definam o futuro, pôs o pé na estrada... chegou até ao Alasca e lá sobreviveu uns meses. Viveu esses meses como os quis, como ele próprio os procurou... Livre de tudo. Livre de preocupações mundanas. Teve um fim um pouco trágico, mas muitos outros que procuraram este tipo de liberdade vaguearam pelo mundo ao longo de anos, conheceram culturas diferentes, deixaram-se adoptar por outras sociedades e criam novas raízes.
Por fim apercebi-me de um terceiro tipo de viajante, aqueles que descobrem o mundo, muitas vezes sem destino fixo, outras vezes sem uma ideia... apenas vão aonde o destino os levar. Estes viajam sobretudo sozinhos e criam amigos com extrema facilidade. Depois usam muitas vezes esses amigos para conhecer novas pessoas, noutras cidades, continuando a sua vida em busca de novas experiências. Na minha opinião estes são os verdadeiros viajantes e que podem dizer que realmente conhecem o mundo. Quem já teve os pés em cada um dos continentes, procurando sempre compreender as diferentes sociedades, é que se pode considerar um ser que viveu no mundo... todos os outros são pessoas que viveram em família. Neste grupo podemos incluir todos os investigadores do século XIX que não se deixaram ficar pelos relatos que vinham das colónias e iam eles próprios procurar, ver com os seus olhos, descobrir novos recantos neste globo gigante. No século XX e XXI também os existem, mas já não há aquele fascínio de conseguir através de amigos um barco que vai para o Pacífico, passeando por alguns dos sítios mais fantásticos, como fez Darwin. O seu relato a bordo do Beagle é algo que nos deixa a imaginar como seria fazer aquela viagem, num barco e parando todas as semanas num local diferente para se absorver a natureza do local...
Actualmente estas viagens deixaram as elites e passaram às massas. Qualquer pessoa consegue facilmente dar uma volta ao mundo, só falta coragem, falta o primeiro passo como diz Gonçalo Cadilhe... depois é seguir sempre para Oeste (ou Este, como preferirem). Com a coragem consegue-se deixar o País e a família, consegue-se ganhar o dinheiro para a próxima viagem, para a próxima etapa... Viver como estes viajantes (Darwin, Chatwin ou Cadilhe, cada um no seu tempo) é uma atitude corajosa que consiste em transformar a nossa vida numa viagem pelo globo... sem parar!